Todas as manhãs levanta, atordoada, de alma pesada se arrasta pelos corredores da casa. Procura o pó de café no armário, prepara, e senta-se sobre a mesa.
Por um segundo se deixa adormecer, e se perder entre seus pensamentos. [...]
É uma tarde chuvosa, ela segue por um caminho cujo destino não sabe qual. Caminha olhando pro chão e cada gota de chuva que cai. Conta cada gota, procura um significado. Seria o choro dos céus? O choro de Deus? O choro de famílias, mendigos nas ruas, viciados, homens sem esperança, abandonos?
Segue calmamente pelas esquinas, mas não troca olhares com ninguém. Compara seus dias a um amontoado de névoa e cinza.
Passa em frente a porta de um restaurante, e percebe um cheiro familiar.
Doce, entorpecente, alucinante. Um cheiro como nenhum outro é parecido. Viaja pelo mundo todo em um aroma... E de repente o gosto amargo, o nó, o aperto. É onde ele está. Com seu casaco verde, como os olhos. Do outro lado do vidro ela se sente sem reação. Quer correr, dobrar a esquina e nunca mais olhar pra trás. Mas não se move.
- Por onde anda? - Ele solta um sorriso irônico.
- Por ai...
Sai novamente em caminhada, enchendo de cor e contraste o cinza, daquele dia.
E parou de chover.
O céu parou de chorar, e o sol apareceu.
De repente era agradável viver.
Num suspiro ela deseja andar... não por ai, mas por onde ele estiver.
"Ando sentindo sua falta"... - dá um gole no café, se levanta da mesa.
E volta pra cama.

ameeeeeeeeeeeeeei esse!
ResponderExcluirawwwn, valeu mesmo amor pela força! faça logo mais textos no seu pra eu me divertir também rs
Excluir