Colocando em prática a famosa liberdade de expressão.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Faking
Fico pensando na facilidade que temos em fingir as coisas, e na preocupação que temos com a opinião alheia, principalmente as opiniões das pessoas com quem nos importamos. É inevitável que a gente se sinta um lixo quando as pessoas mais importantes não tem uma opinião agradável da gente. É engraçado como numa história entre duas pessoas sempre existe a lei do mais fraco e do mais forte. E por coincidência, o mais fraco é sempre o que sente mais. Eu não entendo como uma pessoa pode interferir tanto na nossa auto estima, ao ponto de sua opinião ditar quem você é. Se ele te diz que você é linda, então você se sente linda. Se ele não te diz nada, não importa o que os outros digam. Porque é claro que não adianta milhares de pessoas falarem o quanto você é linda se ele não diz. Não adianta sair com o cabelo mais perfeito e arrumado, se ele não nota. É incrível como a gente deixa de ser como a gente é, pra ser a nossa outra versão, a versão que só existe pra impressionar alguém. Não digo pelo caráter, pois acredito que o caráter, quando a gente tem, a gente não muda por nada nem ninguém. Eu digo pelo lado sentimental, mesmo. É incrível como nada mais importa na vida quando a gente não tem do lado quem se quer. E não adianta fugir, viajar, comprar um sorriso novo na lojinha na esquina. É simplesmente inútil tentar voltar a ser você quando você já foi a versão "dele". Cada dia mais eu venho tentando ser a outra pessoa que sempre fui. Aquela antes de conhecer o motivo de toda a minha dor de cabeça. Aquela que ficaria ótima com o elogio de um amigo. É engraçado como eu costumava ser a professora entre as amigas. Sempre ensinando e dando bronca nas minhas amigas pseudo apaixonadas quando elas choravam por um pseudo amor. E dai eu descobri que sempre fui uma pseudo professora, aliás. Porque qual o sentido de ensinar uma coisa que nem ao menos você segue? Naquela fase pós relacionamento em que tudo o que eu sinto é raiva. Raiva do tempo perdido, das noites sem sono, e de não conseguir enxergar um sequer defeito em uma pessoa cheia deles. É ridículo deixar de ser a mulher que eu sou por uma pessoa que mal saiu das fraldas. Raiva da minha falta de responsabilidade comigo mesma. De mais uma ver estar nessa ladainha. Mas a gente finge um sorriso e ta tudo certo. E o sorriso que eu vou fingir na frente dele, com certeza vai ser o mais bonito...
Vai ser o mais bonito porque ele vai estar lá pra ver.
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